Demência em idosos: conheça seus tipos, causas, sintomas e tratamentos

Publicado em 3 de novembro de 2020
Demência em idosos: conheça seus tipos, causas, sintomas e tratamentos

Mente saudável, corpo saudável. É isso que mais prezamos durante nossa vida. E com o passar dos anos, essa frase torna-se ainda mais importante, uma vez que a demência em idosos é um sintoma comum e que impacta profundamente na maneira de viver.

Tanto a vida do idoso quanto a de seus familiares são afetadas por um quadro de demência, já que esta doença mental afeta na rotina e, dependendo do estágio, até nas ações mais básicas de uma pessoa.

Com a gravidade das consequências da demência na terceira idade, torna-se necessário tratar do assunto. Conhecer a doença, reconhecer seus tipos e saber suas causas é importante para que haja uma ação a fim de prevenir a demência desde cedo.

Por isso, neste texto, vamos explorar mais sobre demência. Entenda o que ela é, quais são seus tipos e sintomas, e principalmente, o que pode causar demência em idosos e como ela pode ser tratada. 

O que é demência?

A demência, em si, não é uma doença. É uma forma de definir uma série de sintomas, causados por doenças que causam o declínio do funcionamento mental da pessoa.

Estes sintomas afetam diretamente em áreas do cérebro, que são responsáveis pela memória, raciocínio, linguagem e personalidade. Uma vez comprometidas, afetam todos os hábitos e atividades de uma rotina.

Uma pessoa com demência necessita de acompanhamento e ajuda, até mesmo para tarefas simples do dia-a-dia. Isso porque confusão e incapacidade tornam-se frequentes, e por isso, compreensão e paciência são fundamentais no apoio a um idoso com demência.

Essas alterações cerebrais podem ter diversas causas, e normalmente revelam-se na terceira idade, fazendo com que a demência seja associada ao envelhecimento. Ainda assim, não é uma consequência obrigatória da vida como idoso.

Os tipos de demência em idosos

As doenças enquadradas como demência são divididas em dois grupos: as degenerativas e as reversíveis. Como o nome sugere, as consideradas degenerativas também são irreversíveis, o que caracteriza uma condição que se agrava com o tempo.

Isso significa que as doenças degenerativas causam danos permanentes no cérebro. Com os tratamentos conhecidos atualmente, não há como interromper, mas sim atrasar o avanço da doença.

Já as demências caracterizadas como reversíveis podem ser tratadas, caso sejam detectadas precocemente e tenham sido causadas por fatores como deficiência de nutrientes, como vitamina B12, ou lesões causadas por fatores externos ou tumores.

Demências degenerativas

  • Doença de Alzheimer
  • Demência com corpos de Lewy
  • Doença de Huntington
  • Demência vascular
  • Mal de Parkinson
  • Demência frontotemporal

Demências reversíveis

  • Lesões por danos repetitivos
  • Tumores ou cancros cerebrais
  • Deficiência metabólica, consequente dos níveis de açúcar, sódio, cálcio ou vitamina B12
  • Uso de determinados medicamentos
  • Consumo excessivo de drogas ou álcool.

As causas da demência

Idade

A idade é fator agravante para o desenvolvimento de um quadro de demência. No entanto, diferente do que é acredita-se, a demência não ocorre apenas em idosos, e também não é um quadro considerado natural da idade. De toda forma, o passar da idade aumenta os riscos.

Histórico familiar

Os riscos aumentam no caso de haver um histórico de demência na família. Não é um fator que define se a pessoa terá ou não demência no futuro, mas a possibilidade aumenta de acordo com isso, já que há relação genética no desenvolvimento da demência.

Hábitos de vida

Mais crucial que a idade e o histórico familiar, é o estilo de vida adotado ao longo dos anos. Uma vida regrada de exercícios e boa alimentação reduz as chances de desenvolver demência na terceira idade.

O oposto disso, por consequência, aumenta as probabilidades. O abuso de bebidas alcoólicas, má alimentação, rotina sedentária e até excessos em medicamentos, além de prejudicar por completo o corpo, são potencializadores da demência ao envelhecer.

Os sintomas de demência em idosos

Um quadro de demência pode ser reconhecido a partir da percepção de alguns destes sintomas, que são os mais comuns:

  • Perda de memória
  • Comprometimento da comunicação
  • Dificuldade com tarefas complexas
  • Problemas com lógica ou organização
  • Perda parcial do controle da coordenação motora
  • Frequente desorientação
  • Alterações de personalidade e comportamento agitado
  • Paranoia e alucinações

Ao detectar algum destes sintomas, é importante procurar um médico o quanto antes. Como as doenças que resultam em demência se agravam com o passar do tempo, buscar um tratamento o mais breve possível é o ideal para melhorar a condição de vida do idoso.

Como prevenir a demência na terceira idade

A demência é identificada de forma mais fácil na terceira idade, mas pode ser prevenida desde antes. Médicos especialistas na saúde mental indicam que, tomando os devidos cuidados desde o início da vida adulta, os riscos de demência são reduzidos.

A forma de prevenir a demência é reduzindo os fatores de risco de uma doença vascular. Cortar hábitos como cigarro, álcool e alimentos que prejudicam a saúde, e adotar uma vida saudável, com atividades para o corpo e a mente e boa alimentação é o recomendado.

Estar em dia com os exames médicos para ter controle da hipertensão arterial e da diabetes também é necessário na prevenção da demência, uma vez que níveis elevados aumentam as chances de doenças que levem a este quadro.

Tratamentos para demência em idosos

Assim que diagnosticado clinicamente, devem ser iniciados os tratamentos para o quadro do idoso. O objetivo mais importante é controlar os sintomas causados pela demência, como a confusão, a perda de memória, e até mesmo a agressividade em alguns casos.

Com controle dos sintomas, seja através de medicamentos ou atividades, a prioridade torna-se então em reverter o quadro da demência, ou retardar o seu progresso.

Medicamentos

Muitas pesquisas em volta deste tópico estão sendo realizadas, especialmente com a constante evolução da ciência e dos casos de demência. Medicamentos podem atrasar o avanço do quadro, trazendo mais bem-estar para o paciente.

A automedicação não é uma prática recomendada, tão logo, os medicamentos para demência devem ser obtidos após uma avaliação médica. O consumo de remédios não receitados, ou em dosagens não indicadas, pode piorar o quadro ou levar a complicações.

Atividades

Recomenda-se hábitos que exercitem a mente, como leitura, e até mesmo jogos de raciocínio, como xadrez, ou outras atividades lúdicas. O exercício cerebral é importante para estimular o melhor funcionamento deste órgão e a saúde mental como um todo.

Exercícios físicos também são ótimos, umas vez que pesquisas apontaram que, com uma hora diária, ao menos três vezes na semana, já apresenta significante aumento na velocidade do tratamento.

O constante progresso da medicina traz luz para um assunto que por muito tempo foi tratado com medo. Atualmente, atenção com a saúde de forma geral é o melhor aliado para que a demência em idosos possa ser evitada ou controlada. 

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